domingo, 11 de abril de 2010




Raquel tinha duas pernas e três olhos. A porta estava quase sempre fechada quando saia de casa. Mesmo que fosse só por um bocadinho puxava da chave amarela. Escondia-a no negro das calças bejes escuras e chamava os outros para volta da casa. O negro encobria bem o brilhar da chave e das suas espadas redondas. Raquel olhava para baixo e não tinha sombra. As silhuetas eram só dos outros que lhe guardavam no negro o brilho da espada curva a pender de chaves.

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